São Gabriel da Palha: Duzentas empresas e o terceiro maior pólo de confecções do Estado

0

Representando quase 50% da geração de renda, o setor têxtil é o grande destaque de São Gabriel da Palha. O município é o terceiro maior pólo de confecções do Estado com mais de 200 empresas, ficando atrás apenas de Colatina e de Vila Velha. “É um processo de formiguinha. É necessário que cada pessoa faça com muito carinho o que vai gerar lá fora uma peça bonita e bem feita”, comentou a gestora de Recursos Humanos Laudineia Schmidt. A outra parte da economia local é representada pela agricultura. O investimento em tecnologia tem garantido bons números para o setor na região. Em apenas um cafezal foram colhidas 140 sacas de café pilado. O número é quase 600% acima da média estadual de 26 sacas por hectare. “Só assim um produtor pode chegar a um nível desses”, resumiu o presidente da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel), Antônio Joaquim de Souza Neti. A produção da lavoura é levada para a cidade e colocada no armazém da cooperativa de café, que é referência nacional. No ano passado, mais de 600 mil sacadas foram estocadas no local. A previsão para esse ano é milionária. Boa parte desse café é produzida na cidade vizinha, Vila Valério. O município é o maior produtor de café conilon do Espírito Santo em termos de área. A produção anual chega a 39 mil toneladas do grão. Para aproveitar o terreno, algumas lavouras de café optam por manter plantações de eucalipto nas montanhas e trabalhar com a pecuária leiteira nas regiões de baixadas. “Quando se trabalha com o gado com o uso de tecnologia, melhoramento genético e boa produtividade por hectare, ele passa a ser tão rentável quanto o café”, explicou o cafeicultor Rogério Colombi. Mas São Gabriel da Palha é uma cidade grande, com uma zona urbana expansiva. Ao longo dos anos foi necessário criar opções de geração de emprego e renda para a população que vivia no entorno do centro. Atualmente, dados apontam que o setor de vestuário emprega mais de 8 mil pessoas direta ou indiretamente. “São Gabriel é interessante porque você começa desde o corte, faz a peça e vende dentro da cidade”, disse o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Vestuário, Rogério Silva. Para deixar as peças prontas, as indústrias possuem uma espécie de linha de montagem complexa. O sistema é automatizado e muito prático. “Faço mais ou menos 1200, 1500 peças. Varia também dependendo do bordado. Alguns são mais rápidos e outros não”, finalizou o bordador Vanderson de Oliveira.

 

 

Fonte: Folha Vitória

COMPARTILHE