Primo diz que filho do goleiro Bruno também deveria morrer

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c55_a1-2537-503bb2bca12f4Primo do ex-goleiro Bruno e primeira pessoa a confirmar à polícia a morte de Eliza Samudio, Jorge Luiz Rosa acusou Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, de ser o principal culpado pelo assassinato da modelo. Ele foi, no entanto, contraditório em relação à participação do ex-goleiro: primeiro, afirmou que o primo não sabia de nada, depois disse ser impossível ele não ter ideia dos planos de Macarrão — condenado há três meses pela morte de Eliza.

As afirmações foram feitas durante a primeira entrevista concedida por Jorge, exibida hoje pelo “Fantástico”. Às vésperas do julgamento de Bruno, no próximo dia 4, Jorge contou ainda que recebeu uma proposta de Macarrão para matar a atual mulher do ex-goleiro, Ingrid Calheiros, em troca de R$ 15 mil. Segundo Jorge, isso ocorreu antes da morte de Eliza, assim que ele passou a morar na casa de Bruno, no Recreio dos Bandeirantes, onde Macarrão também vivia. O rapaz foi para lá por ter contraído uma dívida com a compra de drogas.

Ele afirmou que se negou a fazer o que Macarrão tinha sugerido, porque percebeu que Ingrid fazia bem a Bruno. Jorge, que mudou o depoimento quatro vezes durante a investigação, também revelou ao “Fantástico” detalhes sobre o sequestro e a morte de Eliza, em junho de 2010. Ele e Macarrão teriam ido, a pedido de Bruno, ao hotel onde ela estava com o filho, Bruninho, sob o pretexto de levar a criança ao médico.

Depois que Eliza entrou no carro, começou uma discussão entre ela e Macarrão, que teria dado socos na jovem, com a ajuda de Jorge, como ele mesmo confessa. Com Eliza machucada, Macarrão decidiu levá-la à casa de Bruno, para fazer curativos, de acordo com Jorge. Ele contou que o ex-goleiro ficou espantado ao ver a amante. Em depoimento à Justiça, no entanto, Bruno negou que ela estivesse machucada naquela noite.

Segundo Jorge, na mesma ocasião, todos viajaram para Minas. Quanto ao motivo da viagem, ele tem a mesma versão de Bruno: Eliza teria ido por vontade própria para receber R$$ 30 mil, que Bruno entregaria a ela em Belo Horizonte. Lá, Macarrão teria levado Jorge, Eliza e o filho até uma casa isolada.

— Eu fiquei esperando do lado de fora enquanto o Macarrão entrou com a Eliza e o filho. Depois de uns 40 minutos, veio o Macarrão só com a criança. Ele só disse que o problema dele estava resolvido, mas que teríamos que dar um jeito de explicar ao Bruno. Jorge revela que o plano era Bruninho também morrer: — Macarrão me disse que o menino só não morreu porque quem matou a Eliza não quis fazer nada com a criança — afirmou, sem citar o nome de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, com julgamento marcado para 22 de abril e acusado de ter matado a jovem. Jorge, que hoje tem 19 anos, foi solto após cumprir dois anos de medida socioeducativa. Ele era menor de idade na época do crime.

 

Fonte: Agência O Globo

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