Nova campanha de desarmamento é anunciada no Espírito Santo

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O Brasil terá uma nova Campanha Nacional de Desarmamento em julho deste ano. O anúncio foi feito na manhã deste sábado (26), durante o seminário Desarmamento como Política de Segurança Pública, realizado pela Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória. O Espírito Santo foi escolhido para ser um dos primeiros a divulgar o retorno da campanha por causa alto índice de homicídios no Estado.

De acordo com o secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Espírito Santo, Henrique Herkenhoff, a população não deve ter armas pois isso gera mais violência. “A arma é um atrativo para o criminoso, ele acaba dando preferência a assaltar as pessoas que tem arma e além disso, muitos incidentes acontecem, como tiros acidentais e suicídios”, explica.

Herkenhoff afirmou que o Estado vai apoiar a campanha de desarmamento. “Nós vamos procurar dar todo o apoio a essa iniciativa que vai incorporar várias instituições, todos os níveis governamentais e também organizações não governamentais. Ainda que as pessoas não entreguem as suas armas, pelo menos que elas se tornem mais conscientes”.  

Segundo Antônio Rangel Bandeira, representante da Rede Desarma Brasil, a campanha acontecerá durante todo o mês de julho. Nos veículos de comunicação serão divulgados informações sobre como entregar as armas e de quanto será a indenização. Antonio acredita que a partir deste ano a campanha seja anual. “A ideia é que todo ano, no mês de julho aconteça a entrega voluntária. Ai nós vamos retirando as armas de circulação”.

Anonimato

Quem quiser entregar as armas não precisará se identificar. Em 2004 e 2005 a Campanha Nacional de Desarmamento recolheu em todo o Brasil 459.855 armas de civis que foram recolhidas em postos de coleta credenciados. Já em 2008 e 2009 a campanha, que não teve ampla divulgação recolheu 30.721 armas.

Este ano, de acordo com o presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humanos, Bruno Alves, a Campanha pretende desmistificar a ideia que arma é sinônimo de proteção. “Arma é sinônimo de risco. A gente sabe que este alto índice de homicídio no Brasil e no Espírito Santo está relacionado a conflitos interpessoais e se não tivesse a arma, não se resolveria com morte”.

Um comitê estadual foi criado para que a campanha nacional repercuta no Estado e seja grande o número de armas recolhidas. A ideia de retomar a Campanha Nacional de Desarmamento surgiu de entidades de direitos humanos de todo o Brasil.

Fonte: gazetaonline

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