Coordenador da comissão de transição de Luciano Pereira fazia parte de esquema de venda de celulares para presidiários

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O prefeito eleito de Barra de São Francisco, Luciano Pereira (DEM) e atual deputado estadual começou mal antes mesmo de assumir o comando da prefeitura de Barra de São Francisco, a partir de 1º de janeiro de 2013, ao indicar uma pessoa que está envolvida em um “esquema” no presídio regional francisquense para fazer parte de sua equipe de transição.

Um dos coordenadores de transição indicado pelo prefeito eleito Luciano Pereira, no último dia 7 de outubro, e que foi protocolado na prefeitura municipal, é MARQUES SANDRO FERREIRA MATOS, que juntamente com outros agentes penitenciários foram indiciados pelo Ministério Publico de Barra de São Francisco que organizaram um esquema para a entrada e venda de aparelhos de telefones celulares no interior do presido local. Consta na ação impetrada pelo MP, que os aparelhos celulares eram levados por alguns agentes ao qual Marques Sandro fazia parte e entregava ao detento JOHN ÊNIO na cela 2B.

Os agentes, entre eles Marques Sandro mandaram na ocasião da denuncia feita pelo MP os presos que estava sob-benefícios irem até a cela olhar algumas coisas que estariam para concertar. Na hora do tal concerto Marques Sandro e outro ordenaram que quebrasse debaixo da cama do preso John Ênio, lugar bem escondido, um buraco onde poderia ser escondidos os aparelhos celulares.

Na entrada para o trabalho os agentes envolvidos, entre eles, MARQUES SANDRO “revistavam” um ao outro, razão por que JOHN ÊNIO somente recebia os celulares no plantão deles, que tinha como chefe a esposa de V. O preso JONH ÊNIO amarava os aparelhos um no outro e escondia no buraco feito sob sua cama. Depois os celulares eram vendidos para os presos ao preço de 1.500,00 (Hum mil e quinhentos reais) cada aparelho. Após a venda JOHN ÊNIO tinha que avisar aos agentes Vinicius e Marques para qual detento fora vendido o aparelho. Na revista das celas os aparelhos vendidos por JONH ÊNIO eram “encontrados”, o que resultava numa constante demanda por aparelhos celulares.

Segunda consta, a outra parte do esquema para a entrada de aparelhos celulares na PRBSF era a facilitação para que uma pessoa entrasse com o telefone celular nos dias de visita aos presos. O detector de metal era desligado, possibilitando que o aparelho fosse parar dentro da unidade nas mãos de V e Marques Sandro e finalmente entregue ao preso que tinha feito a encomenda. O valor do aparelho que entrava através da visita variava de acordo com o desespero do preso em ter o aparelho; quanto mais pressa mais caro era. JONH ÊNIO disse que teve aparelho vendido pelo preço de 4.000,00 (quatro mil reais).

Leia parte da denúncia formulada pelo MP de Barra de São Francisco

A realização da audiência de justificação, nos autos da ação cautelar em que este juízo deferiu liminar afastando do presídio de Barra de São Francisco, o diretor M.L.D.P e os agentes penitenciários M.P.V, V.S.P, Z.F, G.CA, E.F, o requerido MARQUES SANDRO FERREIRA MATOS antes de o detento JONH ÊNIO prestar depoimento na promotoria de justiça, retirou o preso da cela para “conversar”. Na sala de aula Marques Sandro disse a JOHN ÊNIO que o mesmo seria chamado para depor na Promotoria e que ele não poderia falar nada contra os agentes e nem contra o Diretor Dematte. De igual modo poderia confessar o envolvimento dos agentes no esquema de entrada de aparelhos de celular na PRBSF, caso contrário, a situação de JOHN ÊNIO iria ficar muito ruim, pois seria transferido para uma unidade distante, perde ria o direito de visita, até porque o esquema deles estava fechado.

No dia 30/03/2012 o preso JONH ÊNIO foi ouvido na promotoria de justiça e cumpriu o determinado por MARQUES SANDRO FERREIRA MATOS e se preocupou em aliviar a situação dos agentes Marques Sandro, G, P, V e M, além de falar bem da administração do diretor D, deixando de falar o que sabia e contando inverdades para tentar desfazer o falado por outros presos e testemunhas.

Apurou-se que no final de semana que antecedeu o depoimento de JONH ÊNIO NA Promotoria, a esposa dele, Patrícia Venâncio Gomes, foi apanhada com um aparelho de celular na entrada de visita. Como o esquema da entrada de aparelho de celular sempre ocorria no plantão da M, ela foi levar um aparelho celular justamente neste plantão, acreditando que nada lhe aconteceria. Entretanto, desta vez o detector de metal estava ligado e foi encontrado com Patrícia um celular e um carregador na vagina. Este fato também foi usado por MARQUES SANDRO para chantagear JOHN ÊNIO e obrigá-lo a mentir em seu depoimento na promotoria de justiça. Se ele não ajudasse os agentes a situação iria piorar, tendo primeiro como consequência a suspensão da visita de sua esposa.

 

 

Fonte: Gazeta Do Norte

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