CHEGA DE FARSA POR RENATO CASAGRANDE, EX-GOVERNADOR DO ES

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O governador Paulo Hartung teve da população capixaba a honra de ser eleito em 2014. Foi escolhido na expectativa de que faria uma gestão buscando melhorar a vida das pessoas.

Mas o que se viu, de 2015 até aqui, foi um governador e um governo com práticas atrasadas. Tentou e tenta, a todo custo, responsabilizar nosso governo por sua inoperância, querendo justificar o fato de ter paralisado todas as obras e programas sociais no estado.

Buscou usar a Assembleia Legislativa como chicote para me atingir, com a tentativa de rejeitar as minhas contas de 2013 e 2014. Importante informar que essas contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas, sem nenhuma ressalva.

Deixei aproximadamente 2 bilhões de reais em caixa. O comprometimento com a dívida pública (em uma escala que vai até 200%) era de apenas 26% e folha de pessoal estava em dia e atendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Deixei uma gestão sem nenhuma denúncia de corrupção. Ao olhar o Rio de Janeiro, pode-se constatar, em grande parte, que lá a situação é caótica pelo resultado desastroso herdado pela administração atual da anterior.

Aqui, mesmo tendo encontrado um estado totalmente organizado, o governador cortou despesas sem critério, deixando capixabas sofrendo a espera de um leito hospitalar; desorganizou a segurança pública; fechou escolas; e acabou com os programas na assistência social. E, para que isso? Para tentar diminuir a minha imagem de gestor público comprometido com a responsabilidade fiscal.

Todas as auditorias independentes do estado e do país comprovaram a boa saúde financeira do Espírito Santo em 2014. E tudo isso sem comprometer os investimentos. Afinal, é para isso que serve o Estado.

A velha fórmula do Salvador da Pátria, que muito já foi usada nesse país, não funciona mais. A sociedade hoje tem capacidade de discernir e acompanhar a evolução dos tempos. Mesmo assim, ele insiste nessa farsa.

Hoje, em sua última prestação de contas anual do mandato à Assembleia Legislativa, disse que fará, durante este ano eleitoral, tudo o que não fez nos três primeiros. Como em um passe de mágica, tudo agora vai ser possível.

O que se viu naquela sessão foi um espetáculo de arrogância e prepotência, características desse governador que, por intransigência, acabou permitindo que mais de 200 capixabas perdessem suas vidas em fevereiro de 2017.

Esse comportamento narcisista, que isola a população com seus problemas, que julga todas as pessoas incapazes e desprovidas de inteligência, que amedronta e impõe, definitivamente eu jamais terei.

Renato Casagrande

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